segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

amizade

sinto como se eu tivesse as melhores pessoas do mundo sempre ao meu lado. aliás, tenho a certeza de que elas são e posso chamá-las de amigos. é, eles apoiam minhas decisões, por mais absurdas que elas sejam; fazem nascer em meu rosto um sorriso em meio às lagrimas; me fazem gargalhar (uma risada gostosa) de felicidade; e durante todo esse tempo me mostraram, cada um do seu jeitinho, a verdadeira amizade. foi em meio a segredos e confissões, brigas, muitas e muitas risadas, loucuras, constrangimento a todo instante, desencontros e por sempre finais felizes que os considero as pessoas mais importantes que tenho. posso dizer com toda clareza que não sei quase nada sobre a vida, mas o que vivi me faz ter a certeza do quanto ela tem sido especial e foram meus amigos que a tornaram assim. nas nossas brincadeiras eu me lembrei de como era bom ser criança. viajei nas histórias que me contaram e construímos novas, ainda melhores. realizamos coisas difíceis e sonhamos sonhos quase impossíveis. nos defeitos, aprendi a ter ainda mais paciência e nas virtudes, aprendi o melhor. não podemos ter medo de viver, e principalmente de nos entregarmos às amizades, só assim é que veremos se valeu à pena ou não, até porque os acertos vêm com os erros e nem sempre o acerto dependerá do erro... e posso dizer, com toda a certeza que valeu a pena, valeu MUITO à pena! e se eu não tivesse me arriscado a vivenciar tudo isso?! certamente hoje eu não poderia suspirar de alegria e dizer que meus amigos foram a melhor escolha da minha vida! 

sábado, 9 de abril de 2011

incontrolável

é difícil entender o que eu sinto, sendo que não quero sentir isso. gostar de alguém tão intensamente é como voar sem ter asas. eu gosto de você; gosto muito de você, mas tenho a impressão que a qualquer momento posso cair num abismo. eu não devo sentir isso, mas é incontrolável. não penso por mim, penso por você. quero te ver feliz mesmo que eu não esteja, e talvez por isso eu saia tão machucada assim. meu coração acelera só de te ver, minha boca cala o que meu coração está gritando. queria que você pensasse em mim, como eu penso em você: todo dia, toda hora e a todo momento. quero ser sua e que seja só meu e sentir teu corpo junto ao meu, teu beijo, teu abraço; te sentir. quero, pelo menos uma vez, ter a tua companhia ao contar as estrelas no céu; ou ao menos poder que me diga bem baixinho no ouvido que me ama e que nosso amor será eterno o quanto dure. talvez assim, eu saia dessa ilusão que me entristece e acorde de vez para viver nesse mundo tão real e sórdido. 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

nem sei


sabe? eu não sei.
é tão estranha a sensação.
tudo tão vazio. não ouço mais nada,
apenas o bater do coração.
já era, tudo se passou;
o que podia ser chamado de nós,
não pode mais, acabou.
sabe? eu não sei.
isso é péssimo
queria poder não pensar no acontecido
mas aliás, o que aconteceu?
talvez o amor que existia dentro de nós tenha morrido,
ou então, você o matou.
alguma explicação?
sabe? eu não sei,
mas juro que tento entender! 
por que o que um dia era lindo teve que apodrecer?!
as flores coloriam o jardim,
os pássaros alegres a cantar;
e eu nessa amargura,
tristeza sem cura;
o que mais pode vir a calhar?
sabe? eu não sei.